<PLANTAS NATIVAS - VIVEIROS DE PLANTAS NATIVAS


VIVEIRO DE plantas nativas para reflorestamento

PLANTAS NATIVAS

Mudas Floresta- Chacara das Palmeiras-Tupã

PLANTAS FRUTIFERAS

Plantas Nativas. 


As plantas nativas possuem muitas espécies com características importantes á serem evidenciadas, uma delas é a existência de arvores produtoras de sombra em áreas de pastagem. Isto traz grandes benefícios como o exemplo da função da copa baixa, globosa e ampla e perenifólia evitando que espécies de copa piramidal ou alongada que podem atrair raios. O lugar com sombra proporciona condições para a produção de pastagem para alimentação de alguns animais como o exemplo gados e sucessivamente o sucesso no comercio de carne e leite etc.
As plantas nativas são importantes não só devido ao fato de plantarmos novas espécies de mudas para reflorestamento mais também nos dá a oportunidade de plantarmos um mundo melhor.

PLANTAS NATIVAS

Nosso Viveiro de plantas nativas de uma grande variedade de especies de varios biomas para reflorestamento e AAPS e areas degradadas , temom um preço competivo , com qualidade das mudas das planta e legalização nos orgãos publicos .

Temos Renacem , isto é importante , alis se voce relforestar com mudas não legalizar pode ter problemas com os ogãos competentes.

Cultivo de plantas nativas é opção para oferta de forragem no período de seca
Nilton de Brito
Cultivo de planta nativa é opção para oferta de forragem no período de seca
Raiz é boa forrageira

Quando a seca no semiárido nordestino atinge o período mais crítico, entre os meses de agosto a dezembro, o mamãozinho-de-veado flora e frutifica com abundância.
O “segredo” da plantas nativas é o mesmo que possui os pés de umbuzeiro: a raiz em forma de batata, tecnicamente chamada de xilopódio ou túbera, que armazena água e substâncias nutritivas numa quantidade que vai permitir a planta atravessar os vários meses de estiagem que caracteriza o clima semiárido.
Em alguns pés de “mamãozinho” já foram colhidas batatas com 546 kg.
Na época de escassez de alimento para os rebanhos, os agricultores de poucos recursos técnicos e financeiros costumam recorrer à retirada dos xilopódios dessas plantas nativas como uma das poucas alternativas de alimento para fornecer aos animais.

Domesticação - O nome científico da espécie de planta nativa é Jacaratia corumbensis O. kuntze, um arbusto com altura qu varia de 2,5 m a 6 m. Mamãozinho-de-veado é a denominação popular porque seus frutos são muito consumidos por animais silvestres como os tatus, cutias, seriemas, caititus e, em especial, os veados.
Suas flores alimentam diversas espécies de borboletas e abelhas.

Há cerca de 14 anos, Nilton de Brito Cavalcante, mestre em Extensão Rural, da Embrapa Semiárido, estuda o comportamento da planta no ambiente natural e realiza testes com o objetivo de fazer uma espécie de domesticação para uso pelos agricultores nos seus sistemas de cultivo. Desde 1997 Nilton pesquisa o mamãozinho e em 1998 publicou o primeiro trabalho intitulado “Produtividade de xilopódios do mamãozinho-de-veado no XLIX Congresso Nacional de Botânica.

Para ele, o extrativismo do “mamãozinho” nos períodos críticos de seca é um indicador da importância que têm a planta para os pequenos criadores de poucos recursos técnicos e financeiros. O corte indiscriminado nessas épocas diminui a população da espécie e ao longo do tempo pode se tornar uma ameaça concreta de extinção da espécie.

Água – Na pesquisa, Nilton entrevistou agricultores, fez testes em campo experimental e realizou análises em laboratório da Embrapa. Junto ao de Nutrição Animal, fez comprovações da qualidade forrageira dessa planta nativa: na matéria seca, registrou 30% de proteína nas folhas e ramos novos, e 12% no tubérculo. Compõe ainda esta espécie de batata cerca de 78% de água que pode suprir parte das necessidades dos animais no período de seca.

A espécie é uma boa fonte de nutriente e de água para os animais, revela o mestre em Extensão Rural.

Parte da pesquisa foi dedicada à entrevista com agricultores e a medição da população das plantas de “mamãozinho” em comunidades dos municípios de Juazeiro, Curaçá, Uauá e Jaguarari, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. Ai ele encontrou densidades que variaram de 7 a 16 pés/ha.

Segundo Nilton, com mão-de-obra da família, muito pouco recurso financeiro e conhecimento, o pequeno criador do semiárido pode fazer essa quantidade crescer para até 7500 plantas/ha no espaçamento de 1,5 x 1,5 m em área de caatinga degradada, ou então repovoar a vegetação nativa com 1200 pés/ha.

Como o peso médio da raiz no primeiro ano de cultivo alcança 3,46 kg, nas duas situações o agricultor vai dispor de um bom volume de reserva forrageira para o seu rebanho, garante.

Plantio - Mais do que constatar o potencial forrageiro da espécie, Nilton definiu práticas de manejo que os agricultores podem adotar para cultivar na sua propriedade, do modo que faz com o capim, ou a palma, ou o feijão. Uma delas é que o plantio pode ser feito em qualquer tipo de solo da caatinga desde que não esteja em área sujeita a alagamento.

Para o cultivo, ele orienta a colheita dos frutos do mamãozinho no período da safra (dezembro/março). Após retirar as sementes, põe para secar e depois armazena por 30-60 dias até o momento do plantio.

O agricultor pode fazer o cultivo direto depositando de 3 a 5 sementes em covas com 3 a 4 cm de profundidade. O ideal, porém, é que o plantio seja feito em canteiros. Posteriormente, são repicadas para sacos com substrato de solo, areia e esterco que, passados 60 dias da germinação, devem ser levadas para o campo. O transplantio deve ocorrer entre os meses de janeiro a abril para um melhor desenvolvimento das mudas.

A melhor data para o plantio das mudas no campo é logo após as primeiras chuvas. Uma planta adulta de “mamãozinho” chega a produzir 680 frutos por safra e cada um deles chega a conter até 14 sementes.

Adaptação - Nilton explica que o plantio do mamãozinho-de-veado pode ser feito também na forma de consórcio com outras culturas, a exemplo do milho, feijão, palma forrageira, áreas de pastagens, ou na própria caatinga. O agricultor só precisa distribuir as covas de forma que a distância entre as plantas seja de 1,50 m. O espaçamento nas entrelinhas, por sua vez, passa a depender da espécie consorciada. O percentual de germinação das sementes chega a até 80%.

O pesquisador recomenda ainda uma capina no final do período das chuvas. Após um ano do plantio, os agricultores já podem fazer a colheita. No entanto, “quanto mais tempo as plantas permanecerem no campo, maior será o desenvolvimento da batata”.

Como não é possível barrar de imediato o corte indiscriminado do “mamãozinho” uma providência que os agricultores podem adotar para reduzir o impacto do extrativismo na época de seca é a retirada apenas das plantas masculinas. Além de não produzirem frutos apresentam os maiores xilopódios.

Segundo Nilton de Brito, a grande vantagem para os agricultores é que após o plantio não é preciso mais se preocupar com o mamãozinho: a condição de nativa da caatinga garante sua adaptação às adversidades climáticas da região.

Na endereço abaixo na página eletrônica da Embrapa Semiárido, é possível acessar para leitura ou para cópia digital, de forma gratuita, alguns dos trabalhos publicados sobre o assunto:plantas nativas na seca

http://www.cpatsa.embrapa.br:8080/public_eletronica/downloads/INT60.pdf

http://www.cpatsa.embrapa.br/public_eletronica/downloads/OPB626.pdf